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Publicado em junho 27th, 2018 | por Lucas

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O absinto é proibido no Brasil?

Uma das bebidas mais controversas da nossa cultura é o Absinto. Sua fama precede do alto teor alcoólico e das famosas histórias de alucinação em torno da bebido. Com toda essa bagagem histórica somada as contradições e incertezas da legislação brasileira fica a dúvida: O absinto é proibido ou liberado no Brasil?

Para entender um pouco sobre isso, vamos entender como a bebida chegou no Brasil.

História do Absinto no Brasil

Durante uma festa em terras tupiniquins, um convidado português abriu uma garrafa com um liquido verde translúcido que ele mesmo trouxera do outro lado do atlântico. O sucesso foi tamanho que a festa inteira só se falava daquilo. Um visionário empresário brasileiro entendeu o sucesso que a bebida fizera e resolveu apostar na importação. Em menos de uma semana o empresário já estava se reunindo com o dono da destilaria portuguesa que produzia a “bebida mágica”. Em sua primeira compra chegou ao Brasil meio conteiner da bebida. Com todas as autorizações na mão o sucesso foi imediato. O folclore sobre a bebida liberada no Brasil e proibida nos Estados Unidos ajudaram a alavancar as vendas e o contrato de meio container mensal em poucos meses se tornou em um contrato de 8 conteiners, tornando o famoso empresário o maior vendedor de absinto do mundo segundo o site La Fée Verte. O consumo brasileiro era maior que o de toda a clientela européia daquela destilaria.

O declínio do Absinto

Com seu ingrediente principal a ba­se da plan­ta Ar­temísia ab­sint­hi­um e com te­or al­coóli­co be­iran­do os 80%, o ab­sinto está pro­ibi­do há na ma­ior par­te do mun­do, sendo li­bera­do apenas na Repúbli­ca Tche­ca, Bulgária, Por­tu­gal, Es­panha, Japão e Bra­sil. Na Ing­la­ter­ra ele po­de ser co­mer­ci­ali­zado, mas não fab­ri­cado.

No Brasil era liberado até que um famoso noticiário dominical noticiou em meados dos anos 2000 noticiou sobre os males do consumo excessivo e toda aquela fábula sobre o absinto e seus componentes. Isso foi o estopim para que fossem tomadas inúmeras medidas em detrimento ao consumo da bebida. No dia seguinte à matéria, fiscais entraram nos restaurantes em todo Brasil apreendiam ou multavam todos que vendiam Absinto.

Mas em novembro do mesmo ano a Dra Tânia Dias, do Ministério da Agricultura da época, alegava que a venda “não foi proibida”, apenas houve uma suspeita de irregularidade por isso os fiscais recolheram amostras para serem analisadas. Depois dessa análise, no dia 28 de dezembro o absinto foi liberado para ser vendido no Brasil.

Mas porque não acho absinto para compra no Brasil?

Não achava, nobre colega. Várias marcas de absinto são comercializados em lojas especializadas e até em supermercados. A diferença do nosso absinto é que ele tem que ser enquadrado dentro da lei Brasileira de bebidas, que restringe o teor alcóolico máximo de uma bebida em 54%. Outro fator limitante é a quantidade de thu­jone no absinto. O thujone é o  princípio ati­vo da Ar­temísia ab­sint­hi­um, que dá o “barato” da bebida, e também po­de ser en­cont­ra­do na sálvia e no est­ragão.

Para se ter uma idéia, no sécu­lo 19, o ab­sinto era pro­duzi­do com cer­ca de 350mg de thu­jone pa­ra ca­da qui­lo da be­bida, hoje no Brasil, são permitidos apenas 10mg.

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Sobre o Autor

Lucas

Estou aqui só pela bebida. Já tive alguns blogs ai mas deu na telha de começar do zero.



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